quarta-feira, 6 de março de 2013

Mullet na parada de ônibus


Paradas de ônibus são lugares perfeitos para adquirir conhecimento sobre tendenças da moda. Uma tia dispara:

- Se eu soubesse que o múli voltaria, não teria colocado fora minhas roupas de antigamente.

Pausa da espectadora. Reticências. E ela ataca novamente: 

- Sabe? Aquele corte mais curto na frente e comprido atrás. Aliás, bem que aquelas saias de cigana poderiam ser usadas novamente, né?

Mullet. Lê-se mãlet. E só consigo me lembrar do corte charmoso:




Não tenho considerações a fazer sobre a saia de cigana. 

Meu cérebro cansado não aguenta tudo isso. 

domingo, 30 de setembro de 2012

Por que o Tudo de Blog deixou saudade


Um dos momentos mais felizes da minha adolescência ocorreu quando fui selecionada para participar do Tudo de Blog (TDB), da Capricho. A revista deu início ao projeto em 2006, mas me inscrevi um ano depois, na segunda seleção. Lembro-me de quando recebi o e-mail da Naty Duprat, nossa coordenadora, dizendo que eu havia sido uma das 100 ou 120 blogueiras escolhidas para fazer parte do time. Em anexo, no e-mail, a autorização que meus pais precisavam assinar por eu ser menor de idade. Semanalmente ou quinzenalmente, nossa coordenadora nos enviava pautas (sim, o Tudo de Blog foi decisivo na minha opção profissional) as mais diversas. 

Como eu moro no interior do Rio Grande do Sul, minha Capricho demorava um pouquinho para chegar. Então eu “corria” para a comunidade do TDB no Orkut, onde uma das meninas sempre publicava quem eram as três gurias que tiveram seus textos veiculados na revista (coluna de uma página), mais as meninas cujos blogs haviam ficado para o “Leia +”, localizado quase no rodapé da página. Posteriormente, ganhamos um blog coletivo hospedado no site da revista. Então as chances de ter o texto e o nome conhecidos eram bem maiores. O time do TDB era renovado a cada ano, mas eu consegui permanecer de um ano para o outro. Participei do projeto de 2007 até o início de 2010, quando foi encerrado. 




Entendo que a falta de maturidade (no pensamento e na escrita, acho) não permitiu que eu conseguisse aproveitar ao máximo o espaço.  Afinal, eu tinha 15 para 16 anos (as gurias mais velhas escreviam texto muito melhores). Meu texto foi publicado na revista impressa somente duas vezes. Meu blog também ficou no espaço do “Leia +” em algumas oportunidades. Já no blog coletivo do TDB minhas publicações foram aproveitadas mais vezes. Além de exercitar meu texto, o projeto permitiu que eu analisasse (e me posicionasse acerca de) diversas situações, desde as mais sérias, como a legalização da maconha e a homossexualidade, até as mais amenas, como as atitudes tomadas por algumas celebridades. 

Além dos aprendizados na produção textual, conheci gurias de todas as idades, dos mais diversos cantos do Brasil. Apesar das distâncias, procurávamos manter o grupo unido. Uma das blogueiras chegou a providenciar uma blusinha do projeto (foto). Na parte da frente, o nome do TDB, e nas costas a pergunta “Você me lê?”. Aliás, foram amplas as discussões até se chegar a uma frase que tivesse tudo a ver com o grupo. Outra atividade que costumava aproximar as blogueiras eram os tradicionais “Amigo Secreto” ou “Amigo Oculto” de fim de ano. Trocávamos presentes de um determinado valor, mas também elaborávamos algo mais pessoal, como a gravação de um CD com nossas músicas preferidas para enviá-las à amiga secreta. 




O que sobrou disso tudo? Memórias eternas e a certeza de que vale à pena participar de todas as iniciativas por meio das quais é possível adquirir experiência e aprendizado. Levei essa premissa para a faculdade e posso garantir que a participação nos projetos possibilitou a abertura de portas para o mercado de trabalho na área da comunicação. Como vocês viram, trata-se de uma busca constante. Não faltaram esforços e noites quase não dormidas para cada êxito. 

Nota de rodapé: o texto, como um todo, representa a própria resposta sobre por que o TDB deixou saudade. 

Ok, eu precisava compartilhar e recordar esses momentos. Agora, vou voltar para a minha monografia. Muito trabalho pela frente. Volto qualquer dia desses. Prometo contar a história dos meus clubinhos por correspondência. Como veem, a leitura e a escrita sempre me acompanharam.